O coelho simbolizando a Páscoa também tem origem anglo-saxônica
e pré-cristã - simboliza a fecundidade.
Lebres e coelhos eram associados à abundância da nova vida, após
um inverno de privações. Na verdade era uma lebre – que
já nasce com os olhos abertos - e não um coelho que simbolizava
a Páscoa.
Desde a antiguidade a lebre, cuja gestação dura apenas um mês,
era a representação da Lua, que neste mesmo espaço de
tempo passa da escuridão da Lua Nova ao brilho da lua Cheia.
A última Lua cheia após o equinócio de inverno determinava
a data da Páscoa. Também de acordo com as lendas, o coelho de
Páscoa era um belo pássaro que pertencia à deusa Eostre
e, um dia, transformou-se. Como no âmago - continuava pássaro,
o coelho continuava a construir seu ninho e o enchia de ovos.
As crianças suíças acreditam que um cuco traz os ovos,
as tchecas esperam que uma cotovia lhes traga presentes e as alemãs
possuem outras duas opções, além do coelho : galos ou
cegonhas.
No Brasil, tradição do coelho e dos ovos de Páscoa data
do início do século XX. Foi trazida, em 1913, por imigrantes
alemães.