Dá licença?
Quero ser sua namorada a vida inteira,
pois tenho uma reserva imensa de ternurinhas e meninice arteira.
Quero brincar como nos primeiros dias de namoro sem declaração.
Curtir as pequenas alegrias como quem não quer nada de novo não
(mas quer, pois homem não é mais simples que mulher).
Pegar é claro, nos teus dedos só pra verem como reagem e,
achando graça dos teus falsos medos, murmurar:
Coragem! Fingir que me esqueci no combinado no parque,
para ver se sentes falta de mim e surgir da moita de capim,
com o meu olhar luzindo, dizer: que engraçado!
Mas você por aqui, meu querubim?
Ou me esconder atrás da porta, miando
que nem gato,
e continuar miando, já reconhecido,
a fazer o estranhíssimo relato de que uma fada torta
me transformou num bicho assim todo encolhido.
Quero te dar bombons, e ora
veja!
Pedir que me passes a cereja de boca a boca!
É
mais gostoso se a trincarmos a sós,
enquanto os dedos vão tecendo uma carícia lenta e silenciosa,
mas tão eletrizante que só vendo.
Y otras cositas mais, que nem te conto é minha sempre namorada.
Mas de certo adivinhas este conto,
o mesmo de antes e a cada hora diferente,
assim como é a gente que se ama de antigo amor presente
e não se cansa e nem vai se cansar de um certo suave e ardente,
antigo e encantador: NAMORADOR!
Feliz dia dos namorados!
Autoria Desconhecida